Sinto teus movimentos e tua forma tão pequena se expandindo em meu ventre como supernova. O conhecimento de que fez de mim sua morada me veio há pouco, dentro de mim habita sua pequena vida da tal mesmo diante de tantos temores me sinto tão apegada.
Como um pequeno peixinho em alto mar, te sinto desbravar meus piores temores e acalentar meu peito mesmo que meus olhos sejam maré.
Tu é minha maré alta e minha mente não passa de um barquinho furado procurando calmaria. Tuas águas me afogam, meu menino.
Aos poucos compreendo que nunca aprendi a nadar, somente descanso e me deixo levar por entre estas tempestades que me engolem aos poucos.
Por ti aceito ser esta nascente de água pura, para te deixar fluir e florescer minhas terras tão secas.